Ver TV debate os modelos de talk show na televisão brasileira - TV Pernambuco

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Ver TV debate os modelos de talk show na televisão brasileira

Jô Soares reinou durante muitos anos como o principal apresentador de “talk shows” na TV brasileira. Agora, Danilo Gentili e Rafinha Bastos concorrem diretamente com ele pela audiência dos finais de noite. Trazidos dos Estados Unidos, os talk shows – mistura de entrevistas com espetáculo – ocupam cada vez mais espaço nas emissoras brasileiras.

O Ver TV convida o professor da Universidade Metodista de São Paulo, Sebastião Squirra, autor do livro O Âncora no Telejornalismo Norte-Americano e Brasileiro; e a professora da Universidade Paulista (Unip), Fernanda Maurício da Silva, autora da pesquisa História Cultural de Talk Shows Brasileiros; e o jornalista Kiko Nogueira, diretor adjunto do site Diário do Centro do Mundo, também fundador e diretor de redação da Revista Alfa e ex-editor da Veja São Paulo.

O Ver TV também entrevistou a jornalista Isabelle Moreira Lima, da Folha de São Paulo. Ela faz uma comparação entre os novos talk shows que entraram na grade de programação da Band e do SBT; e a professora Nísia Martins do Rosário, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que analisa a relação entre o entretenimento e a informação dos talk shows exibidos nas TVs brasileira e americana.

Para Kiko Nogueira, “falta jornalismo, tem muito entretenimento, não necessariamente de boa qualidade, mas falta jornalismo, falta entrevista relevante”.

Fernanda Maurício entende que os Talk Shows não assumem uma identidade definida de gênero: “a identidade desses programas é não querer ter identidade, eles não querem ser uma coisa definida, eles querem justamente jogar em diversas esferas, e se permitir ir pra lá e pra cá. Me parece que é justamente isso que chama a atenção da audiência, chama a atenção da juventude, e de quem espera uma televisão um pouco mais híbrida, um pouco mais diferente: é não ter um modelo rígido”.