Seminário reúne artistas do Movimento de Cultura Popular - TV Pernambuco

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Seminário reúne artistas do Movimento de Cultura Popular

50 anos depois de terem suas atividades interrompidas devido ao Golpe que instaurou a Ditadura Militar no Brasil, em 1964, artistas e educadores do Movimento de Cultura Popular se reúnem nesta semana no Recife para o Seminário “Movimento de Cultura Popular: um sonho interrompido, uma história recorrente – 50 anos depois do golpe militar de 1964”. O evento é realizado no Sítio da Trindade, no bairro de Casa Amarela, antiga sede do MCP, nesta segunda e terça-feira, (31 de março e 1º de abril) às 19h.

Na segunda-feira (31/03), a partir das 19h, a mesa de debate contará a presença do fundador e primeiro presidente do MCP, Germano Coelho, do artista Abelardo da Hora e da educadora Letícia Rameh. Na terça-feira (1º/04), o maestro Geraldo Menucci, o diretor de teatro Joacir Castro e a educadora Silke Weber compõe a mesa. A professora Letícia Rameh também volta a participar na terça-feira como mediadora. Os artistas e educadores trarão um pouco da história do movimento, que tinha como objetivo realizar uma ação comunitária de educação popular, a partir de uma pluralidade de perspectivas, com ênfase na cultura popular, além de formar uma consciência política e social nos trabalhadores, preparando-os para uma efetiva participação na vida política do País.

HISTÓRIA – O MCP foi criado no dia 13 de maio de 1960, como uma instituição sem fins lucrativos, mantida pela Prefeitura do Recife, entre 1960 e 1961, e, posteriormente, pelo Governo do Estado de Pernambuco, entre 1962 e 1964, nas gestões de Miguel Arraes. Os projetos desenvolvidos, como alfabetização e educação popular, círculos de leitura e atividades de recreação, tinham por objetivo elevar o nível cultural do povo e assim conscientizá-lo acerca das opressões que sofre.

Participaram do MCP intelectuais e artistas como Argentina Rosas, Paulo Rosas, nita Paes Barreto, Aloísio Falcão, Norma Coelho, Sylvio Loreto, Josina Godoy, Paulo Freire, Francisco Brennand, Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho, José Cláudio e Luiz Mendonça, entre outros. O movimento também contou com o apoio de instituições políticas de esquerda como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).