Pernambuco comemora Dia Nacional do Frevo com programação no Recife e em Olinda - TV Pernambuco

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Pernambuco comemora Dia Nacional do Frevo com programação no Recife e em Olinda

A sombrinha de frevo é um dos símbolos do carnaval de Pernambuco. (Foto: Bruno Campos)

Patrimônio Imaterial da Humanidade, o frevo é comemorado oficialmente em dois dias do ano em Pernambuco. Nesta sexta (14), orquestras de frevo e passistas se reúnem no receptivo Turístico de Olinda, no casarão histórico da Praça Maxambomba, no Carmo, a partir das 16h. A programação conta, ainda, com sorteios de brindes, concursos e brincadeiras para estudantes das escolas municipais da cidade.

Já no Recife, o grupo de saxofone Quinteto Arraial faz show durante a tarde, a partir das 12h, na entrada do Paço do Frevo, no Bairro do Recife. No sábado (15) e domingo (16), os visitantes podem participar de uma vivência de dez passos coreografados, também no museu. O horário de funcionamento no final de semana é das 14h às 18h e os ingressos custam R$ 8 e R$ 4 (meia). O Paço do Frevo fica na Praça do Arsenal da Marinha.

Na próxima quarta (19), a Escola de Frevo do Recife, na Zona Norte, recebe um concerto aula de Quarteto Encore e um solo da artista Nicole Nascimento, estudante do Instituto de Música Dom da Paz. O evento é gratuito e acontece a partir das 15h, na Rua Castro Alves, 440, no Bairro da Encruzilhada.

Por que duas datas?

A celebração mais famosa é a que acontece no dia 9 de fevereiro – justamente por estar mais próxima do carnaval –, e ficou marcada pelo historiador Evandro Rabelo como a data do primeiro registro impresso da palavra frevo, em 1907.

Mas a expressão, na verdade, já estava na boca do povo antes disso, de acordo com o historiador do museu Paço do Frevo, Luiz Santos. O cronista Osvaldo de Almeida já havia citado a palavra em reportagens jornalísticas para falar de brigas que aconteciam entre duas agremiações carnavalescas, ou um aglomerado e multidão de pessoas naquele fervor que se denominava frevo.

“Como ele nasceu em 14 de setembro de 1882, por isso a comemoração. Ele foi o que podemos considerar como padrinho do frevo, uma das pessoas que deram sentido a essa palavra que já circulava na cidade. Ele assinava como Pierrot, um pseudônimo, e era o principal cronista do Jornal Pequeno do Recife. Desde 2009 que isso vem sendo evidenciado, por causa do decreto de lei a nível federal que foi instituído”, explica.

O frevo enquanto canção

Para Maestro Spok, o frevo é considerado uma música complexa. (Foto: Wesley D’Almeida)

O frevo é considerado uma música complexa, inclusive para o Maestro Spok, referência no ritmo. Uma das composições mais celebradas em Olinda, Cabelo de Fogo, do Maestro Nunes, entra na lista daquelas consideradas de menor complexidade. “A gente chama de ‘frevo abafo’, o músico toca com mais facilidade. O nome é esse porque serve para abafar o volume de outra orquestra que tá vindo na mesma rua durante o carnaval. O músico consegue tocar com o máximo de volume no seu instrumento e não se preocupa com a execução bem feita. O importante nesse momento é o poder da alma do carnaval em si”, comenta Spok.