Observatório da Imprensa debate a cobertura do caso Eloá - TV Pernambuco

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Observatório da Imprensa debate a cobertura do caso Eloá

Pouco mais de três anos após a morte da jovem Eloá, o caso foi a julgamento e, além do assassino Lindemberg Fernandes, a imprensa também esteve no banco dos réus.

A estratégia de defesa do rapaz foi dividir a culpa com a polícia e com a mídia que, durante os cinco dias do cativeiro, dedicou uma ampla cobertura ao caso. O argumento da defesa era que a imprensa, ao dar notoriedade ao sequestrador, ajudou a prolongar o episódio. No apartamento, ele tinha acesso às notícias.

Das 14 testemunhas convocadas pela advogada de Lindemberg, seis eram jornalistas. Imagens veiculadas em programas de TV sobre o caso foram exibidas para os juízes.

O julgamento reabriu uma ferida que tinha sido exposta na época do sequestro. Depois da morte da jovem, muito se discutiu sobre a cobertura da mídia e seus excessos, como entrevistas com o sequestrador, ao vivo.

O Observatório da Imprensa de terça (28), às 22h, não poderia deixar de debater a linha de defesa de Lindemberg e analisar a postura da imprensa. Houve sensacionalismo ou só jornalismo? Até que ponto a ação da mídia pode ter influenciado no desfecho do caso? Como determinar limites? Essas situações podem fazer com que a imprensa brasileira mude sua postura em casos futuros ou a espetacularização da violência prevalecerá sobre o bom senso?

Para falar sobre o assunto, o programa recebe no estúdio a procuradora do Estado de São Paulo, Luiza Eluf, e a professora Sylvia Moretzsohn (UFF). O programa também ouviu a opinião do professor e escritor Muniz Sodré (UFRJ).

Da TV Brasil