No programa Erosdita, Julieta Jacob recebe a estudante de pedagogia Maria Clara Araújo para uma conversa sobre transexualidade, militância e preconceito - TV Pernambuco

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No programa Erosdita, Julieta Jacob recebe a estudante de pedagogia Maria Clara Araújo para uma conversa sobre transexualidade, militância e preconceito

Foi na adolescência que ela percebeu ser “diferente” das outras pessoas. Chegou a conversar com a mãe, mas não sabia exatamente como traduzir a estranheza que sentia em relação à sua identidade, até então masculina. Maria Clara Araújo foi criada como um menino, por ter nascido com um pênis, mas nunca se enxergou como tal. A angústia chegou ao fim quando ela assistiu na TV a uma entrevista da modelo Lea T (filha do jogador de futebol Toninho Cerezo). A identificação foi imediata e Maria Clara Araújo não teve dúvida: assim como Lea T, ela também era uma transexual.

No programa Erosdita, Maria Clara Araújo conta essa história surpreendente e lembra como foi difícil se assumir transexual aos 16 anos. Hoje, aos 18, a estudante de pedagogia da UFPE virou referência na militância LGBT e é uma das vozes mais atuantes e empoderadas da luta afrotransfeminista do Brasil.

Em entrevista a Julieta Jacob, Maria Clara revela como superou o desconforto em relação a seu corpo sem recorrer a cirurgias e fala sobre os desafios que as travestis e transexuais enfrentam diariamente no país: desde a falta de respeito ao nome social e uso do banheiro, até o medo da violência transfóbica, que coloca o Brasil no topo do ranking de assassinatos de transexuais.