Mulheres são destaques na cena do Hip Hop pernambucano - TV Pernambuco

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Mulheres são destaques na cena do Hip Hop pernambucano

O Hip Hop é um movimento cultural surgido na cidade de Nova York durante os anos 1970, influenciado pela cultura negra presente nos guetos norte-americanos, consiste na fusão de quatro pilares artísticos: o DJ, o grafiteiro, o MC (rapper) e os dançarinos de Break.

Em Pernambuco, o movimento criou laços estreitos com os bairros localizados em zonas de vulnerabilidade social e com o crescimento da cena cultural foi criada a Associação Metropolitana de Hip Hop em Pernambuco (AMH2PE).

Nas áreas de maior atuação dos produtores de Hip Hop, o movimento cumpre um importante papel na formação de jovens, oferece uma alternativa artística à criminalidade, muitas vezes sob a forma de cursos oferecidos pelos próprios artistas. Durante as atividades, os jovens são iniciados nos pilares que compõem o Hip Hop, aprendendo a compor rimas, grafitar, dançar e atuar como DJs.

Apesar de possuir um histórico vinculado aos movimentos sociais, o Hip Hop sempre foi criticado pelo machismo, embutidos principalmente nas letras dos MCs, manifestando-se também através do pouco espaço destinado às mulheres nos shows e eventos.

Representando uma ruptura, surgiram várias rappers pernambucanas que fazem de suas letras um manifesto contra o machismo presente na sociedade e no ambiente Hip Hop. Nesse sentido, podemos destacar Lady Laay, MC vinda do bairro de Dois Carneiros, periferia de Jaboatão do Guararapes, cujas letras abordam a temática das lutas feministas. Ainda destacamos a DJ Karla Gnom e as rappers Mari Periférica e Ranne Skull, como artistas atuantes em um espaço historicamente dominado por homens.