Mistura de faroeste nordestino com drama romântico inspirado na figura de Lampião - TV Pernambuco

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Mistura de faroeste nordestino com drama romântico inspirado na figura de Lampião

Programa de cinema: O Cangaceiro, de Lima Barreto (1953)

Considerado um dos clássicos da cinematografia nacional, O Cangaceiro, de Lima Barreto, primeiro longa brasileiro a ser premiado em Cannes, é a atração de sábado (11), às 21h30.

Distribuído em mais de 80 países – só na França, ficou cinco anos em cartaz – foi a grande consagração dos estúdios da Vera Cruz. Sua história se inspira na lendária figura de Lampião.

O tema, para a época, era absolutamente original: em meio à luta com as tropas organizadas por voluntários em busca de defesa de seus vilarejos, surge um conflito entre dois cangaceiros, capitão Galdino Ferreira e Teodoro, por conta de uma professora raptada a quem um deles pretende libertar por amor.

Esta mistura de faroeste nordestino, embora tenha sido filmado em São Paulo, com drama romântico, épico e histórico, tornou-se uma forma clássica do cinema brasileiro, criando o gênero cangaço, e provocando um impacto na carreira do diretor, que ele nunca conseguiu absorver. Barreto contou com a colaboração da escritora Raquel de Queiroz no roteiro.

O filme tem como música tema Mulher Rendeira, interpretada por Vanja Orico, e acompanhada pelo coro dos Demônios da Garoa. Foi premiado como Melhor filme de aventuras e Menção Honrosa pela Música (Gabriel Migliori), no Festival de Cannes (1953); e Melhor filme no Festival de Edimburgo (1953). Reprise. 105 min.

Título original: O cangaceiro. Ano: 1953. Gênero: Ficção. Direção: Lima Barreto, com Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico, Ricardo Campos, Adoniram Barbosa, Neuza Veras, Zé do Norte.