Televisão em tempos de cibercultura - TV Pernambuco

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Televisão em tempos de cibercultura

Debate sobre tevê pública e novas mídias. Foto: Nathália Gomes

Discutindo a tevê pública. Foto: Nathália Gomes

A TV Pernambuco participou do debate de lançamento do programa Pé na Rua, na noite desta quinta-feira, no Teatro Apolo, bairro do Recife Antigo. Alguns pontos sobre o rumo da comunicação em tempos de cibercultura e o futuro da TV Pernambuco nortearam a conversa.

O Gerente-Geral da TVPE, Roger de Renor, relembrou dos debates públicos com a sociedade e insistiu na necessidade da criação da Empresa Pernambucana de Comunicação. “O debate foi realizado, o projeto da EPC foi repensado e as condições tecnológicas da TV Pernambuco foram melhoradas. Nosso trabalho foi feito. Agora precisamos de uma resposta do Governo do Estado e cabe à sociedade, também pressionar”, define Roger.

Em relação ao momento de avanços na comunicação transmidiática Roger reforçou que o mais importante é pensar o conteúdo. “A televisão hoje já não é apenas uma televisão. Ela é rádio e internet. Tudo ao mesmo tempo. Então, o que nós vamos colocar dentro dela é que precisa ser discutido. Que tipo de programa nós queremos ver? O que é programação de interesse público? Isso é a parte mais importante desta realidade tecnológica”, afirma.

“Eu fico feliz em ver, por exemplo, um programa como o Pé na Rua na TV Pernambuco. Com maturidade e ousadia, o programa mostra a cara do povo pernambucano e é isso que ajuda esta tevê a ter o caráter público”, afirma.

Ao lado de Roger de Renor, o atual gerente da TVU, Ascendino Dias, e a jornalista Andrea Trigueiro, reforçaram igualmente a necessidade de discutir conteúdo. “Temos que perceber três pontos importantes entre a televisão pública e a comercial: a audiência, o conteúdo e o acesso são diferenciados”, afirma Trigueiro.

Ela explica que, enquanto que a tevê comercial pauta questões de interesse próprio com fim lucrativo, a tevê pública tem o papel de ser espelho da sociedade. “A comunicação pública está muito mais perto de nós, do que imaginamos e a cibercultura é um caminho sem volta. Cabe a nós adaptar a comunicação às plataformas que surgem. Aproveitar este avanço e usar em nosso benefício’, finaliza a jornalista.