Cine Pendrive exibe neste sábado (22/10) o premiado 'Janela Molhada' - TV Pernambuco

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Cine Pendrive exibe neste sábado (22/10) o premiado ‘Janela Molhada’

Filme presta homenagem a Adriana Falangola, atriz remanescente do Ciclo de Cinema do Recife, hoje com 93 anos.

Dona Didi participava da abertura dos filmes da produtora Pernambuco Filmes, primeira a ser fundada na cidade, em 1920.

 

O Cine Pendrive deste sábado (22/10), exibido na TVPE, às 17h30, apresenta o curta-metragem, ‘Janela Molhada’, do documentarista pernambucano Marcos Henrique Lopes. O filme foi realizado entre Recife e São Paulo, e aborda os Ciclos Regionais de Cinema no Brasil, a imigração européia e a técnica de recuperação das películas da época. “Nesta obra, o destaque fica por conta de Dona Didi, única atriz remanescente do ciclo, que completou 93 anos, semana passada”, conta Marcos Enrique Lopes.

Dona Didi é filha de Ugo Falangola, que chegou no Recife na década de 20 acompanhado do sócio J.Cambieri, cujas família foram dizimadas na I Guerra Mundial. Eles pretendiam ir ao Rio de Janeiro, mas o navio fez uma parada na cidade, onde acabaram se estabelecendo. Além da roupa do corpo, traziam consigo apenas equipamentos de cinema. Adriana Falangola participava, com apenas seis anos, da abertura dos filmes da produtora do pai, batizada de Pernambuco Filmes, a primeira a ser fundada na cidade, em 1920. Hoje, Dona Didi, única remanescente do período, vive num casarão no bairro da Torre, no Recife, e completou 93 anos no dia 14 de outubro.

Preservação

Em Pernambuco, os primeiros registros de cinema feitos em série eram relativos ao Ciclo de Cinema do Recife (1923-1931), um dos principais ciclos de cinema nacionais, a exemplo do Ciclo de Campinas e de Cataguazes. O pouco material que ainda existe da época permanece em nitrato e necessita de recuperação, através do processo Janela Molhada.

Para explicar o tal processo, o filme conta com depoimentos de especialistas na restauração de imagens raras e filmes mudos no Brasil como Luciana Araújo, Carlos Eduardo de Freitas e Luiza Malzon, além de Carlos Roberto de Souza, diretor da Jornada do Cinema Silencioso e pesquisador do período de cinema mudo.

A direção de fotografia é de Carlos Ebert (O Bandido da Luz Vermelha (68), de Rogério Sganzerla, O Rei da Vela (83), de José Celso Martinez Correa, À Margem da Imagem (05), de Evaldo Mocarzel e Um Homem de Moral (09). A montagem é de Fernando Foninie a trilha sonora de Peter Scherer

Janela Molhada recebeu quatro prêmios em festivais de cinema como o III Janela Internacional de Cinema, o XXI Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, XV Cine PE e o X Goiânia Mostra Curtas, incluindo Melhor Roteiro, Prêmio ABD, Favoritos do Público e Prêmio Especial do Júri.